5 may. 2018

Derecho y Literatura en Brasil. Camus, recto y verso


Caio Jesus Granduque José
Albert Camus: a justiça entre o avesso e o direito
São Paulo: Editora Liber Ars Ltda, 2017, 275 pp.
ISBN:  9788594590626

 
“Pensar o Direito a partir de um escritor, ensaísta e filósofo, é um gesto que em si precisa ser valorizado. Trata-se de sair do Direito, para voltar à sua porta com novos ímpetos. E, se o intelectual em questão é Albert Camus, com maior razão estamos falando de um gesto inovador da parte de Caio Jesus Granduque José, o empreendedor desse ousado gesto. Seu “Albert Camus: A Justiça entre o Avesso e o Direito” não se furta ao enorme desafio que é ler o Direito e a Justiça a partir do autor de A Peste. A obra de Camus é reconhecidamente pródiga em incursões tanto sobre o tema da Justiça como do Direito, mas até agora não havia sido escrutinada desse ponto de vista. A obra de Caio preenche com louvor essa lacuna. O leitor, seja ele da área dos estudos jurídicos, seja um amante da literatura ou leitor de filosofia, não sairá desapontado dessa instigante e profunda leitura da obra de Camus.” (Márcio Seligmann-Silva)
“Entre os complicados liames que tecem a burocracia do mundo absurdo, certamente a teia que corresponde à administração da justiça se destaca pela lógica implacável de seus inescapáveis paradoxos. É nesses fios que o indivíduo pode ser preso e enredado, sucumbindo às armadilhas da normalidade. Por isso o mundo de Camus é aquele em que os encadeamentos mais simples do cotidiano podem esconder, sob a aparente inocência dos fatos, a terrível incompreensibilidade das coisas. E talvez a situação em que a banalização e o mistério se entrecruzam de forma mais nítida seja a farsa do ritual jurídico. Por isso se justifica plenamente a escolha de Caio Granduque de abordar, neste livro, a forma peculiar como Albert Camus considera, do começo ao fim de sua obra, a presença do direito como suporte das convenções sociais, algo que contrasta profundamente com a ausência de uma justiça real. (…) O livro de Caio Granduque é inteiramente modulado por essa escanção de uma justiça intermitente ou ausente (…)”. (Franklin Leopoldo e Silva)
Por isso se justifica plenamente a escolha de Caio Granduque de abordar, neste livro, a forma peculiar como Albert Camus considera, do começo ao fim de sua obra, a presença do direito como suporte das convenções sociais, algo que contrasta profundamente com a ausência de uma justiça real. (...) O livro de Caio Granduque é inteiramente modulado por essa escanção de uma justiça intermitente ou ausente, bem como pela ação arrojada de Camus, desde jovem, no jornalismo e no teatro, já de início na terra natal até a consolidação do escritor na França e na Europa, culminando com a consagração do Prêmio Nobel de Literatura: as dificuldades não o afugentaram da luta, assim como a glória não o acomodou nas vitórias.

Caio Granduque é Defensor Público do Estado de São Paulo. Doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo (USP). Graduado e Mestre em Direito pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP).

XXX-XXX

Caio Granduque se doctoró el año 2014 con la Tesis titulada Albert Camuse o Direito: itinarario libertário para uma Filosofia jurídica (Faculdade de Direito. Universidade de São Paulo (USP)

Ha publicado, entre otros trabajos, O absurdo dos direitos humanos: reflexões a partir de Albert Camus Revista "O Direito Alternativo" do Núcleo de Estudos de Direito Alternativo [Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (São Paulo)] 1, 1 (2011), pp. 7-33 (Accesible en: https://ojs.franca.unesp.br/index.php/direitoalternativo/article/view/296/317 )

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