15 mar. 2018

Humor jurídico. Al mal tiempo, buena cara (con aviso más grave a mis muchos amigos de Brasil)



Gustavo Zorzella Vaz
Meu bem, meus bens...- Crônicas jurídicas (e outras) para rir e refletir!
Prefácio de Damásio de Jesus
São Paulo: Idea Editora, 2018, 144 pp.
ISBN 9788588121812

Neste livro, o autor, que é promotor de Justiça há 30 anos e, portanto, tem uma grande vivência em fóruns, tribunais e na vida jurídica, traz uma coletânea de 30 crônicas, quase todas baseadas em fatos,e historietas semi-inventadas por ele.
Situações forenses como separação, traição, delitos inusitados, promotores, juízes e delegados passando por situações inesperadas e hilárias com réus dissimulados formam um painel quase que tragicômico desta vasta vivência. Como bem diz o autor em seu prólogo: “Situações extremamente tensas são vivenciadas, pois o litígio é o objeto do processo. Mas somos brasileiros e temos bom humor para tudo. Daí que situações cômicas e irreverentes também surgem em contraponto”.
Outras crônicas remetem a tempos de outrora, reminiscências e reflexões sobre o passado, assim comosobre o presente e a vida moderna. O resultado de todas essas passagens e situações abordadas no dia a dia forma um conjunto interessante e divertido, refletindo “a vida como ela é”, citando aqui o mestre Nelson Rodrigues, o que enriquece muito este libro.
Gustavo é refinado e simples ao mesmo tempo em sua escrita. Os “mundos” que ele descreve são muito bem retratados e provocam reflexões e risadas.
Trata-se de uma leitura divertida, lúdica e cheia de humor e de uma sabedoria que vem disfarçada, o que torna esta obra muito agradável. Delicie-se!

Gustavo Zorzella Vaz. Paulista, de Bauru/SP, Gustavo Zorzella Vaz é membro agregado da Academia Bauruense de Letras e autor do livro “Extremos intangíveis: poemas e crônicas”, lançado em 2013, pela Joarte Gráfica e Editora. Já publicou poesia e prosa em jornais, revistas e antologias, sendo premiado em diversos concursos literários.
Ingressou no Ministério Público do Estado de São Paulo em outubro de 1988, como promotor de Justiça substituto da 33ª Circunscrição Judiciária – Jaú, passando posteriormente pelas comarcas de Duartina, Barra Bonita e Jaú, até ser removido desta última para Bauru, em 1996, onde se encontra desde então exercendo as funções na promotoria de Justiça Cível. Teve ainda passagem pela capital, na assessoria jurídica da Procuradoria-Geral de Justiça (2009/2011).
É músico e compositor, tendo por instrumento o violão.

XXC-XXC

Al mal tiempo, buena cara

El Derecho tiene su humor, que a veces puede ser muy frío. El carácter malhumorado también abunda, incluso más de lo necesario, entre los juristas. Entre bromas y veras mucho es lo que -en senda que abrió Ihering- puede escribirse del Derecho. Las líneas que siguen pretender ser circunspectas, y son estas:
Al mal tiempo, buena cara. Sí, ciertamente. Pero no olvidemos que caen chuzos de punta, graniza, nieva y se ha desatado una ventisca que arranca todo lo constituido y se lo lleva volando… El problema, sin embargo, no es atmosférico, por amplia que pueda ser la gama de meteoros que en la actualidad experimenta Brasil. Pensemos que en Brasilia nunca llueve, y menos graniza o nieva. Allí nunca se levanta aire.
El verdadero problema de Brasil, hoy, es el desbordamiento de las fuentes del Derecho. Un torrente amazónico que inunda los tribunales país a riesgo de anegarlo y hasta sumergirlo bajo las aguas. Aguas turbulentas ante las que no asoman ingenieros de puentes y canales. El Bridge over troubled water, de Simon & Garfunkel, ha caído en Rio de Janeiro.
Me temo que el jurista brasileño, el sinceramente comprometido con la idea de ‘triunfo de los derechos’, se va a parecer a un buzo. Pero no todos saben bien, parece, qué significa acudir a un Tribunal con escafandra en vez de toga.
Y, la vedad, todo eso supone una seria restricción de movimientos, someterse a fuerte presión y tener aire respirable en cantidad limitada. Un asunto, pues, no es precisamente para reír.
 
J.C.G.
 


 

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