Thursday, August 25, 2016

Sobre Imre Kertész (1929-2016): Kaddish y Derechos


A PALAVRA NO. COR, AUSÊNCIA E DIREITO EM 'KADDISH PELO FILHO NÃO NASCIDO', DE IMRE KERTÉSZ
por
FELIPE NAVARRO MARTÍNEZ

ANAMORPHOSIS – Revista Internacional de Direito e Literatura 2, 1 (janeiro-junho 2016),
pp. 17-31
 
 
El trabajo analiza la novela de Imre Kertész Kaddish por el hijo no nacido desde la perspectiva de las relaciones entre memoria, ausencia y Derecho. Utiliza algunas de las perspectivas que las Teorías del Color de Newton y Goethe ofrecen para trazar simetrías con una posible Teoría del Color de los Derechos Humanos, y definir dentro de esta teoría el color blanco como color asociado a la ausencia,al duelo, a la imposibilidad de surgimiento del Derecho, un color no iluminable ni transformable en otros. El Holocausto se asocia al negro absoluto, tampoco iluminable mediante el Derecho, que produce una imposibilidad de memoria, la negación de la continuación de los relatos. El eventual nuevo pacto jurídico que se construye tras el Holocausto debe ofrecer una cláusula adicional: la necesidad de continuar con el Derecho como si. La continuidad en el Derecho exige ahora incluir la obligación de no olvidar las consecuencias y contemplar el lenguaje de los relatos y del propio Derecho como un lenguaje expulsado que llegó a servir para generar un malvado discurso justificatorio, y que ahora podemos ver como una lengua exiliada que soporta la carga de la memoria y de los que no podrán nunca alcanzar una voz.
 
 
 
O trabalho analisa o romance de Imre Kertész Kaddish pelo filho não nascido, a partir das relações entre memória, ausência e Direito. Utilizam-se algumas das perspectivas que as Teorias da Cor de Newton e de Goethe oferecem para traçar simetrias com uma possível Teoria da Cor dos Direitos Humanos e definir, dentro dessa teoria, o branco como cor associada à ausência, ao luto, à impossibilidade de surgimento do Direito, uma cor não iluminável nem transformável em outras. O Holocausto se associa ao preto absoluto – não iluminável pelo Direito –, que produz a impossibilidade de memória, a negação da continuação dos relatos. O eventual novo pacto jurídico que se constrói após o Holocausto deve oferecer uma cláusula adicional: a necessidade de continuar com o Direito como se. A continuidade no Direito exige agora incluir a obrigação de não esquecer as consequências e contemplar a linguagem dos relatos e do próprio Direito como uma linguagem expulsa, a qual chegou a servir para gerar um perverso discurso justificatório, e que agora podemos ver como uma língua exilada que suporta a carga da memória e dos que jamais poderão conquistar uma voz.
 
 

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