Sunday, May 15, 2016

TEATRO NA JUSTIÇA -Leitura Dramatizada 'Édipo Rei'. Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro

 
 
TEATRO NA JUSTIÇA
Leitura Dramatizada Édipo Rei, de Sófocles
Antigo Palácio da Justiça – Tribunal Pleno
 dia 16 maio segunda-feira, às 19h
 
"O Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ-Rio) realizará, em 16 de maio, a primeira de uma série de leituras dramatizadas de textos clássicos e contemporâneos no “Teatro na Justiça”. O programa, promovido no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro há 17 anos, realiza produções de espetáculos de grandes textos da história do teatro, com o objetivo de refletir sobre ...temas de justiça e de direito. A abertura será com a apresentação de “Édipo Rei”, de Sófocles (469 a.C/ 406 a.C), no imponente Salão Histórico do Tribunal Pleno, localizado no terceiro pavimento do Antigo Palácio da Justiça.
O elenco da leitura é formado por: Anderson Cunha (Édipo), Renato Peres (Sacerdote), Rogério Freitas (Creonte), Paulo Japyassú (Tirésias), Nedira Campos (Jocasta), Antonio Alves (Mensageiro de Corinto), Eduardo Diaz (Pastor), Tarso Gentil (Criado), Coro (todos os atores, com exceção do intérprete de Édipo). O espetáculo, sob a forma de leitura dramatizada, será dirigido pela diretora de teatro Sílvia Monte, também diretora do CCPJ-Rio e idealizadora do “Teatro na Justiça”.
“Édipo Rei” (430 a.C) é uma tragédia fundamental, encenada no mundo inteiro. A peça é baseada no mito do infeliz príncipe Édipo. Para o filósofo contemporâneo Michel Foucault, Édipo é o “mito da verdade”; para o antropólogo Levis Strauss, “o mito da origem” e para Freud “o mito primordial do inconsciente”.
Juridicamente, na ação da tragédia, é instaurado um inquérito policial no qual Édipo faz o papel do promotor e do juiz. Um crime precisa ser elucidado, o assassinato do Rei Laio, para isso Édipo move a investigação, há a busca pelas testemunhas, os interrogatórios são realizados, descobre-se o criminoso e, por fim, há a sua punição. A grande ironia é que a descoberta resulta quase inteiramente da insistência do próprio criminoso em elucidar os fatos.
As vicissitudes dos descendentes de Lábdaco eram um dos temas preferidos pelos tragediógrafos gregos. Além de “Édipo Rei”, Sófocles escreveu sobre o tema da herança maldita dos Ladácidas, as tragédias: “Antígona” (441 a.C.) e “Édipo em Colono” (401 a. C). Apesar de não constituírem uma trilogia propriamente dita por terem sido apresentadas em concursos diferentes, devido ao tema, foi nomeada pelos estudiosos de “trilogia tebana”. O “Teatro na Justiça” encenou “Antígona” em 2011, na sua Sala Multiuso com um elenco formado por desembargadores e juízes do TJRJ.
APRESENTAÇÃO ÚNICA
Entrada Franca – Distribuição de senhas às 18h30
Criação e Produção: CCPJ-Rio
Realização: TJRJ"

No comments: