Saturday, October 24, 2015

Libros y librerías en Vitória. Espírito Santo. Brasil (II). Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) y Guimarães Rosa (1908-1967).

Esta entrada va dedicada a compras de obras relacionadas con obras y estudios críticos de Machado de Assis (1839-1908) y Guimarães Rosa (1908-1967). De ambos llevo reunido en mi bliblioteca, producto de anteriores viajes a Brasil, una creciente bibliografía. Lo adquirido esta vez me resulta útil, además de valioso.
Voy ordenando y reseñando. Prinero el material de crónicas machadianas:
 

 
Melhores Crônicas - Machado de Assis
Seleção e Prefácio de Salete de Almeida Cara
Global Editora, São Paulo, 2003, 406 pp.
ISBN: 9788526007987
Quem lê as crônicas machadianas de Histórias de Quinze Dias até as de A Semana, nas duas últimas décadas do século passado, não pode deixar de espantar-se ainda hoje com aquela arte de desconversa: refinada, alusiva, muitas vezes maldosa e sempre irresistível. Ninguém escapará a tanta movimentação e humor, mesmo depois de todos esses anos de desaparecimento dos fatos que motivaram aquelas páginas extraordinárias. E seria imprudente concluir pela desimportância dos eventos fugazes pinçados pelo olhar cortante do cronista, assim como não se pode tomá-los somente enquanto escadas para malabarismos verbais e humorísticos, viçosos e cheios de graça apesar dos anos. (Davi Arrigucci Jr.)
 
 
Machado de Assis. Comentarios da Semana
Lucia Granja e Jefferson Cano (orgs.)
Editora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas (SP), 2008, 214 pp.
ISBN: 978-8526807907
Em 1860, Machado de Assis, depois de ter sido sondado em suas convicções políticas, foi contratado pelo jornal de perfil liberal Diário do Rio de Janeiro, de que eram diretores Quintino Bocaiúva e Saldanha Marinho, os quais viriam a ser considerados dois vultos políticos do Império brasileiro. Esse acontecimento foi, sem dúvida, de grande importância para a carreira do jovem Machado, que, desde meados da década de 1850, colaborava esporadicamente ou escrevia séries relativamente curtas para a imprensa carioca do século XIX; por outro lado, abriu caminho para o início de uma atividade literária que o escritor repetiria por ainda quase 50 anos - a de cronista de variedades, alcançando grande destaque nessa posição ao longo do tempo.
Las ediciones de las inumerables Crônicas escritas por Machado de Assis en diversos diarios y publicaciones periódicas ni son abundantes ni todas confiables. Creo que estas dos superan los filtros.
La primera -bien organizada por Salete de Almeida Cara professora de la Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Departamento Lingüística Departamento Letras Clássicas e Vernáculas- abarca crónicas entre 1859 y 1900 de distinta procedencia (Histórias de Quinze Dias, A Semana, Notas Semanais, Balas de Estalo, y Bons Días! ). La segunda reúne, en específico, las escritas entre octubre de 1861 y mayo de 1862 para el Diário do Rio de Janeiro, lleva notas explicativas e introducción de los organizadores, y a mi juicio son fundamentales para asimilar la vida social e política del Imperio em Brasil a mediados del siglo XIX. Em algunas de ellas aflora um Machado de Assis verdadeiramente impagable.

 

En cuanto a estudios críticos me hice con todo un clássico: Um Mestre na periferia do capitalismo. Machado de Assis de Roberto Schwarz, publicado primera vez en 1990, donde exploran aspectos de las relaciones de clase entre las elites brasileiras, expresivas en el caso de Machado de Assis de una ideología ambivalente.  Lo allego em mi biblioteca a Machado de Assis: La Pirámide y el Trapecio, de Raymundo Faoro, que está en ella desde hace ya más de cinco años. El conjunto de ambas creo que es provocador.
 
 

 

Roberto Schwarz
Um Mestre na periferia do capitalismo. Machado de Assis
Editora 34, São Paulo, 2000, 251 pp.
ISBN 978-8573261776
"Em que consiste a força do romance machadiano da grande fase? Há relação entre a originalidade de sua forma e as situações particulares à sociedade brasileira do século XIX? Que pensar do imenso desnível entre as Memórias póstumas de Brás Cubas e a nossa ficção anterior, incluídas aí as obras do mesmo Machado de Assis?" Estas as perguntas a que Roberto Schwarz procurou responder em Um mestre na periferia do capitalismo, publicado pela primeira vez em 1990.
Saem os impasses característicos da ficção inicial de Machado e entra em cena um princípio formal de grande eficácia construtiva - a volubilidade do narrador - projetando as Memórias no horizonte universal das obras-primas. Neste trabalho, de inspiração materialista, o crítico aponta como as liberdades da prosa machadiana da maturidade atendem à formalização das relações de classe, cujo traço dominante é a ideologia ambivalente das elites brasileiras. Um ensaio capital.
 
Remato las adquisiciones con la entrega de un ejemplar que había encomendado a mi gentilísimo amigo Luis Rosenfield. Alli me esperaba con el librito de Aluísio Lopes de Carvalho Filho (1901-1960), jurista y político, sobre Machado y el Derecho penal. Sin duda uno de los más tempranos trabajos de 'Derecho y Literatura' em Brasil. A la diligencia de Luis respondí con entrega de encargo -sobre Derecho y cine en Pasolini (Salò o las 120 jornadas de Sodoma. La verdad según Pasolini, de Ángel Pelayo González-Torre, Tirant lo Blanch, Valencia, 2005)- y um par de libros de regalo (sobre Cervantes y Picasso) que le llevé desde España.
 
 

Aloisio de Carvalho Filho
Machado de Assis e o Problema Penal
Publicaçoes da Universidade da Bahia, Salvador, 1959, 94 pp.
 
La curiosidad de esta obra es que, junto a la reunión de reflexiones sobre el mundo criminal y las ideas penales en la literatura machadiana, incluye asimismo noticia del interés del gaucho de origen alemán Augusto Meyer (1902-1970) por Machado en À sombra da estante (1947), y en la última parte (pp. 71-94) un no menos precursor estudio sobre aspectos penales en la obra de Dostoyevski.
 
Me queda, por último, referencia a João Guimarães Rosa (1908-1967), .y voy a ella sin dilación. Lo adquirido resultó un estudio que en origen fue tesis doctoral defendida el año 1998 en  la Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Me vale, y mucho, para lo ya bastante acumulado a la espléndida caixa conmemorativa de Caminhos do sertão de Guimarães Rosa. Ed. Nova Fronteira, 2011. ISBN: 978852092698), que incluyendo Grande sertão: veredas (752 pp.), A boiada (240 pp.) y Livro de depoimentos (96 pp.) igualmente me procuró hace unos años Luis Rosenfield en Porto Alegre.
 
 
Mônica Meyer
Ser-tão natureza: a natureza de Guimarães Rosa
Editora UFMG, Belo Horizonte (MG), 2008, 231 pp.
ISBN: 9788570417060
A produção literária de Guimarães Rosa apresenta uma multiplicidade de significados de natureza, tratada por meio de imagens, cores, luzes, cheiros e sons. O espaço é esquadrinhado em quatro dimensões, ligando céu, água, terra e fogo. A boiada, viagem pelo sertão de Minas em 1952, mostra a vivência de Guimarães Rosa e dos vaqueiros com o mundo natural, uma travessia em que os aspectos objetivos e subjetivos estão presentes e compõem a sinfonia da vida. Nesse percurso, a concepção de natureza, fruto de andanças, observações e vivências do Guimarães Rosa naturalista, é revelada nas anotações, minuciosas e detalhadas, que descrevem a viagem e trazem nas entrelinhas uma concepção e um conhecimento intenso da natureza que ultrapassam as fronteiras de uma abordagem naturalista.
 
 
En lo demás, estas primeras compras terminaron a medio día con magnñifico almuerzo -a base de moqueca capixaba de peixe e camarão acompanhada de moquequinha de banana- en el Restaurante Papaguth, de Vitoria, junto a los amigos Marcilio Franca, André Karam Trindade, de lo que aquí queda testimonio gracias al buen enfoque fotográfico de Felipe R. Navarro.

J.C.G.
 
 
Profs. Drs. Marcilio Franca (Universidade Federal da Paraíba. UFPB. João Pessoa), André Karam (Faculdade Meridional. IMED. Passo Fundo) y José Calvo  González (Universidad de Málaga. España).
Vitória. Espírito Santo. Brasil
(20 de octubre de 2015).

 

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