Tuesday, March 16, 2010

Direito e Literatura. Portugal. Novedad bibliográfica


Helena Buescu, Cláudia Trabuco, Sónia Ribeiro
Direito e Literatura - Mundos em Diálogo
Editora AlmeidaLisboa, 2010, 382 pp.
ISBN 9789724039688

Índice

Introdução


Parte I
Direito e Literatura – Um diálogo em construção

Jeanne Gaakeer (Universidade de Erasmus, Roterdão)
“O negócio da Lei e da Literatura: criar uma ordem, imaginar o homem”

Richard Weisberg (Universidade de Yeshiva, Cardozo Law School, Nova Iorque)
“Direito e Literatura enquanto sobreviventes”

Helena Buescu (Universidade de Lisboa)
“Migração e Humanidade: W. G. Sebald, Os Emigrantes ”

Maria de Lurdes Sampaio (Universidade do Porto)
“O Género policial como género ambivalente: casos de restauração da ordem à revelia da legalidade”

Ricardo Gil Soeiro (Universidade de Lisboa)
“Justiça Hiperbólica: As Lágrimas e as Orações de John Caputo”


Parte II
Direito e Literatura – Retóricas comunicantes

Ana Isabel Soares (Universidade do Algarve)
“Interpretar ou produzir presença?”

Jorge Coutinho de Abreu (Universidade de Coimbra)
“Literatura jurídica? (Impressões de um leitor)”

Jeffrey Childs (Universidade Aberta)
“Entre a Literatura e a Lei: os Fins de Billy Budd”

Francisco Serra Lopes (Universidade de Lisboa e Universidade Pompeu Fabra, Barcelona)
“A ilusão etária: a criança na retórica do direito e da cultura visual”

Maria Mendes (Universidade de Lisboa)
“Ordálias Medievais e Interpretação Literária”

Elisabete Marques (Universidade de Lisboa)
“Testemunho: Diante da lei.”


Parte III
Cenários para um encontro interdisciplinar

Julie Stone Peters (Universidade de Columbia, Nova Iorque)
“A boa e a má performance legal /Legal Performance Good and Bad”
Karen-Margrethe Simonsen (Universidade de Aarhus, Dinamarca)
“Globalizando os Direitos Humanos. Sobre Bartolomé de las Casas e o Discurso sobre o Novo Mundo”

Ditlev Tamm (Universidade de Copenhaga, Dinamarca)
“Clássicos da Lei, Conquista da América e o Derecho Indiano Colonial”

Shulamit Almog (Universidade de Haifa, Israel)
“Crimes Passionais, Crimes de Compaixão, Narrativas e Direito”

Mônica Sette Lopes (Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil)
“A imagem do direito e da justiça no Machado de Assis cronista”

Tiago Aires (Universidade de Lisboa)
“Os direitos e as leis em Os Dois Irmãos, de Germano Almeida, e Quantas Madrugadas Tem a Noite, de Ondjaki”

Parte IV
Institutos jurídicos na literatura portuguesa

Fernanda Palma (Universidade de Lisboa)
“Crime e Literatura”

Carlos Ferreira de Almeida (Universidade Nova de Lisboa)
“Propriedade e contrato na obra de Júlio Dinis”

Cláudia Trabuco (Universidade Nova de Lisboa)
“A protecção da Literatura pelo Direito: as origens do direito de autor português”

João Dionísio (Universidade de Lisboa)
“Epikeia”

Natália Nunes (Universidade Nova de Lisboa)
“Direito canónico vs amor cortês nas cantigas de amor galaico-portuguesas”


Fruto de la celebración del Colloquium on Literature and Law (19-20 February 2008. University of Lisbon), organizado por el Centre for Comparative Studies (Faculty of Letters - University of Lisbon) [http://www.comparatistas.edu.pt/en/actividades/destaque/coloquio-sobre-literatura-e-direito.html] se publican ahora las actas en las que se reúnen estos 23 trabajos, 12 de los cuales pertenecen a investigadores extranjeros.

La gentil colaboración de la Profesora Helena Carvalhão Buescu y la Doctoranda Sónia Ribeiro permite traer a nuestro Blog valiosa información complementaria sobre los contenidos de esta reciente publicación, y que paso a reproducir:


"O primeiro grupo de textos, Direito e Literatura – Um diálogo emconstrução, organiza-se em torno de problemas da ancoragem teorética da interdisciplinaridade. Os cinco autores que reunimos nesta primeira parte escrevem sobre os fundamentos epistemológicos e a possibilidade de um diálogo tranversal entre o Direito e a Literatura. Jeanne Gaakeer propõe-nos observar o Direito e a Literatura como dois mecanismos de ordenação do mundo e para isso elabora um mapa jurídico-literário que ilustra o seu argumento. O ensaio de Richard Weisberg fundamenta a reconstrução do Direito através do corpus de trabalhos na área do Direito e Literatura. Através de uma proposta de leitura de Os Emigrantes de Sebald, Helena Buescu reafirma a importância de que o fenómeno literário se reveste na definição de directos nas sociedades de hoje. Partindo da análise do género policial, Maria deLurdes Sampaio questiona as fronteiras da legalidade e Ricardo Gil Soeiro lê em Caputo o mito da Justiça. O ensaio mais centrado na interdiscursividade encontra-se na segunda parte do livro, Direito e Literatura – Retóricas comunicantes, onde podemos encontrar uma reflexão séria em torno do cruzamento retórico e hermenêutico. Neste segundo grupo de textos de Ana Isabel Soares, Jorge Coutinho de Abreu, Jeffrey Childs, Francisco Serra Lopes, Maria Mendes e Elisabete Marques começamos a agregar um microcosmos textual para o desenvolvimento dos estudos de Direito e Literatura em Portugal, que vem a ser continuado nas partes três e quatro do volume: Cenários para um encontro interdisciplinar (Direito e Literatura no seio dos Estudos Comparatistas) e Institutos jurídicos na literatura portuguesa (Direito e Literatura em Portugal). O terceiro agrupamento de ensaios é composto por seis textos que atravessam áreas diversas do comparatismo: Julie Stone Peters escreve sobre Direito e Estudos de Performance; Karen Simonsen e Ditlev Tamm apresentam-nos uma perspectiva historiográfica do Direito e Literatura; Shulamit Almog e Mônica Sette Lopes centram o argumento no papel da narrativa entre o Direito e a Literatura, o que Tiago Aires desenvolve no domínio dos estudos pós-coloniais. Reservámos para o quarto núcleo de ensaios os textos que promovem o estudo do Direito e Literatura a partir do Direito e da Literatura portugueses. Esta última parte vem demonstrar que é possível, diríamos mesmo inegável, o estudo de Direito e Literatura em Portugal. Os ensaios de Fernanda Palma, Carlos Ferreira de Almeida, Cláudia Trabuco, João Dionísio e Natália Nunes, pela multiplicidade temática que atravessam, pelo empenho na abertura de um caminho não percorrido anteriormente que testemunham, permitem fechar este volume com a certeza de que estamos a desenhar uma nova topografia na investigação científica em Portugal, impulsionada pela emergência de uma deslocação conceptual interdisciplinar".


Helena Carvalhão Buescu. Centre for Comparative Studies (Director). Dep. Literaturas Românicas. Faculdade de Letras de Lisboa (h.buescu@netcabo.pt); Cláudia Maria Trabuco. Professora auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (claudiatrabuco@fd.unl.pt); Sónia Ribeiro. Doutoranda em Estudos Comparatistas. Centro de Estudos Comparatistas. Faculdade de Letras. Universidade de Lisboa (soniacmsr@gmail.com).

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